A capivara é o maior roedor vivente e pertence à família Caviidae, a mesma do preá e do porquinho-da-índia. O corpo é maciço, a cabeça é larga e as patas têm membranas parciais entre os dedos, que ajudam na natação. Olhos, orelhas e narinas ficam alinhados no alto da cabeça, arranjo que permite ao animal respirar e vigiar a margem enquanto o resto do corpo permanece submerso.
Vive em grupos que reúnem fêmeas, filhotes e machos hierarquizados. A comunicação envolve assobios curtos, latidos de alarme e marcação de cheiro com glândulas do focinho. A dependência de água é constante: a capivara usa rios e lagoas para se refrescar, acasalar e escapar de predadores como a onça-pintada, o jacaré e a sucuri. Alimenta-se sobretudo de capim, o que explica sua presença em pastos e gramados.
A tolerância a ambientes modificados fez da capivara uma das espécies nativas mais visíveis em cidades brasileiras. Isso traz convivência e também problemas: em áreas urbanas ela pode hospedar carrapatos ligados à febre maculosa e sofrer atropelamentos. O manejo recomendado passa por cuidar da vegetação das margens, evitar alimentação artificial e planejar o entorno dos corpos d'água, não por eliminar os grupos.