A onça-pintada é o maior felino do continente americano e o terceiro maior do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. O corpo é compacto, com cabeça larga e mandíbula poderosa, adaptada a uma mordida capaz de perfurar cascos e carapaças. A pelagem amarelada é marcada por rosetas que, na maioria das vezes, trazem pontos pretos internos — detalhe que a distingue do leopardo africano.
Ao contrário de vários felinos, a onça convive bem com a água. Nada com desenvoltura, caça em beiras de rio e áreas alagadas e chega a capturar jacarés e tartarugas. Vive de forma solitária, ocupando territórios extensos que percorre por trilhas próprias. Indivíduos melânicos, de pelagem escura, pertencem à mesma espécie: sob luz forte ainda é possível enxergar as rosetas.
No Brasil ela aparece em quase todos os biomas, mas com situações muito diferentes. No Pantanal e na Amazônia há populações mais contínuas; na Mata Atlântica e na Caatinga restam grupos pequenos e isolados. Por depender de grandes áreas e de presas abundantes, a espécie funciona como indicadora da saúde da paisagem: onde a onça desapareceu, geralmente a floresta já vinha sendo desmontada há tempo.