A anta é o maior mamífero terrestre nativo do Brasil. Tem corpo robusto, pernas curtas e uma pequena tromba formada pelo prolongamento do nariz com o lábio superior, usada para puxar folhas e apanhar frutos. Pertence à ordem Perissodactyla, a mesma dos cavalos e dos rinocerontes, e não à dos porcos, com quem é confundida por causa do formato do corpo.
Filhotes nascem com listras e manchas claras que funcionam como camuflagem no chão da floresta e desaparecem nos primeiros meses. A anta é excelente nadadora e mergulhadora; usa rios e lagoas para se refrescar, fugir de predadores e se livrar de parasitas. Costuma ser mais ativa no fim da tarde e à noite, quando percorre trilhas fixas entre áreas de alimentação e pontos de água.
Como engole sementes inteiras e caminha longas distâncias, a anta espalha pela floresta sementes de espécies que poucos animais conseguem transportar. Esse papel rendeu ao grupo a fama de jardineiro das matas: em áreas onde a anta desapareceu, a regeneração de certas árvores fica mais lenta. A perda desse serviço ecológico é uma das razões pelas quais sua conservação interessa muito além da própria espécie.