O chimpanzé está entre os parentes vivos mais próximos da espécie humana. Vive em comunidades grandes que se fragmentam em subgrupos ao longo do dia, arranjo social flexível que responde à disponibilidade de alimento. As relações dentro da comunidade envolvem alianças, hierarquia e reconciliação após conflitos.
O uso de ferramentas é bem documentado: varetas para pescar cupins, pedras para quebrar castanhas, folhas amassadas como esponja para recolher água. Diferentes populações usam repertórios distintos, aprendidos por observação, o que costuma ser descrito como tradição cultural entre grupos de chimpanzés.
A comunicação combina vocalizações, gestos e expressões faciais, e o tamborilar em raízes tabulares serve para transmitir sinais a distância na floresta. Essa complexidade tornou o chimpanzé uma referência em estudos de cognição animal, e também aumentou a atenção sobre a ética de seu uso em pesquisa e cativeiro.