Entre mais de mil espécies de morcegos, apenas três se alimentam de sangue, e todas vivem nas Américas. O morcego-vampiro-comum é a mais conhecida delas. Tem incisivos afiados que fazem um corte superficial na pele, e a saliva contém substâncias anticoagulantes que mantêm o sangue fluindo enquanto o animal lambe — ele não suga.
Diferentemente da maioria dos morcegos, consegue se deslocar bem no chão, com saltos e apoio nos polegares, o que facilita a aproximação de animais deitados. A colônia mantém laços sociais fortes: indivíduos que conseguiram se alimentar podem regurgitar parte da refeição para companheiros que ficaram sem, comportamento cooperativo bem documentado na espécie.
A expansão da pecuária ampliou muito a oferta de alimento e favoreceu populações da espécie em várias regiões. Isso criou um problema de saúde animal, já que o morcego-vampiro pode transmitir raiva ao rebanho. O ponto importante é que os outros morcegos, frugívoros, nectarívoros e insetívoros, não têm esse hábito e prestam serviços como polinização, dispersão de sementes e controle de insetos.