O rinoceronte-negro não é preto: o nome serve apenas para distingui-lo do rinoceronte-branco. A diferença prática está na boca. Ele tem lábio superior pontudo e preênsil, adaptado a puxar folhas e ramos de arbustos, enquanto o rinoceronte-branco tem boca larga e quadrada, própria para pastar capim rente ao chão.
Possui dois chifres formados por queratina, o mesmo material de unhas e cabelos, e não por osso. É solitário, de temperamento reservado e visão fraca, compensada por olfato e audição apurados. Costuma frequentar pontos fixos de água e trilhas conhecidas, o que historicamente facilitou o trabalho de caçadores.
Foi levado à beira do desaparecimento por caça em larga escala ao longo do século XX. Décadas de proteção intensiva, translocações para áreas seguras e vigilância armada em reservas permitiram alguma recuperação em determinados países, mas a espécie segue dependente desse esforço permanente para não voltar a despencar.