A preguiça-comum vive quase toda a vida pendurada de cabeça para baixo, sustentada por garras curvas que funcionam como ganchos. Pertence ao grupo das preguiças de três dedos, com três garras nas mãos, e tem um metabolismo entre os mais baixos dos mamíferos. Esse ritmo lento é uma resposta direta à dieta: folhas oferecem pouca energia e demoram muito para ser digeridas.
A pelagem tem sulcos que acumulam umidade e abrigam algas, o que dá um tom esverdeado e melhora a camuflagem na copa. Nesse pequeno ecossistema vivem também mariposas e outros invertebrados. O animal desce ao solo com pouca frequência, momento em que fica mais vulnerável, e se move devagar até em terra firme — embora nade com surpreendente eficiência.
A lentidão não é preguiça no sentido comum: é economia de energia. Movimentos discretos e imobilidade prolongada dificultam a detecção por predadores como a harpia e a jaguatirica, que caçam muito pela percepção de movimento. Por depender da copa contínua, a espécie sofre onde a floresta é retalhada por estradas e clareiras.