O tamanduá-bandeira não tem dentes. Ele abre formigueiros e cupinzeiros com garras dianteiras fortes e recolhe os insetos com uma língua estreita, muito longa e coberta por saliva viscosa. A trituração acontece no estômago, com auxílio de areia e partes duras ingeridas junto. Para não destruir a colônia, costuma se alimentar poucos minutos em cada ninho e seguir adiante.
A cauda é a parte mais chamativa: larga, com pelos compridos, funciona como cobertor durante o descanso e como sinal visual quando o animal se sente ameaçado. Nessas horas ele pode se apoiar nas patas traseiras e abrir os braços, exibindo as garras. Anda com as garras dianteiras dobradas para dentro, o que dá o passo característico da espécie.
É um animal de vida lenta: gera um filhote por vez, que viaja nas costas da mãe por meses. Essa estratégia funciona em paisagens estáveis, mas cobra caro quando o ambiente muda depressa. Queimadas de grande extensão no Cerrado e no Pantanal matam tamanduás com frequência, porque o animal se desloca devagar e depende da vegetação rasteira.