Vulnerável (IUCN)

Tamanduá-bandeira

Myrmecophaga tridactyla · Pilosa · Myrmecophagidae

Mamífero sem dentes que se alimenta de formigas e cupins usando uma língua longa e pegajosa, muito afetado por queimadas e rodovias.

O tamanduá-bandeira não tem dentes. Ele abre formigueiros e cupinzeiros com garras dianteiras fortes e recolhe os insetos com uma língua estreita, muito longa e coberta por saliva viscosa. A trituração acontece no estômago, com auxílio de areia e partes duras ingeridas junto. Para não destruir a colônia, costuma se alimentar poucos minutos em cada ninho e seguir adiante.

A cauda é a parte mais chamativa: larga, com pelos compridos, funciona como cobertor durante o descanso e como sinal visual quando o animal se sente ameaçado. Nessas horas ele pode se apoiar nas patas traseiras e abrir os braços, exibindo as garras. Anda com as garras dianteiras dobradas para dentro, o que dá o passo característico da espécie.

É um animal de vida lenta: gera um filhote por vez, que viaja nas costas da mãe por meses. Essa estratégia funciona em paisagens estáveis, mas cobra caro quando o ambiente muda depressa. Queimadas de grande extensão no Cerrado e no Pantanal matam tamanduás com frequência, porque o animal se desloca devagar e depende da vegetação rasteira.

Curiosidades

Conservação

A espécie é Vulnerável na Lista Vermelha da IUCN. Queimadas extensas, atropelamentos em rodovias que cortam o Cerrado, perda de hábitat e conversão de campos nativos em lavoura estão entre as principais causas de declínio. Como cada fêmea gera poucos filhotes ao longo da vida, populações atingidas por fogo ou por estradas movimentadas demoram muito a se recompor.

Fontes

Ficha publicada em 1 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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