Vulnerável (IUCN)

Tatu-canastra

Priodontes maximus · Cingulata · Chlamyphoridae

O maior tatu do mundo, escavador noturno cujas tocas servem de abrigo para dezenas de outras espécies.

O tatu-canastra é o maior tatu vivo. A garra do terceiro dedo das mãos é desproporcionalmente grande e serve para rasgar cupinzeiros duros e escavar túneis extensos. A carapaça é formada por placas ósseas recobertas por queratina, articuladas em faixas que dão alguma flexibilidade ao corpo. Apesar do tamanho, o animal é discreto e raramente visto.

É noturno e solitário, e passa o dia dentro de tocas que cava no solo. Essas tocas viram recurso coletivo: depois de abandonadas, servem de abrigo, refúgio térmico e local de reprodução para lagartos, roedores, cobras, aves e até mamíferos maiores. Por esse motivo a espécie costuma ser tratada como engenheira de ecossistema.

Como se alimenta principalmente de cupins, o tatu-canastra ajuda a regular colônias em pastagens e áreas abertas. A dependência de solo escavável, de cupinzeiros abundantes e de território amplo faz com que a espécie desapareça cedo em regiões muito convertidas. Registros costumam vir de armadilhas fotográficas, já que encontros diretos são raros.

Curiosidades

Conservação

Vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, o tatu-canastra é atingido por caça, perda de hábitat, queimadas e atropelamentos. Sua densidade populacional é naturalmente baixa e a reprodução é lenta, então qualquer pressão adicional pesa muito. Grandes áreas protegidas e o combate à caça ilegal são as medidas mais determinantes para a espécie.

Fontes

Ficha publicada em 1 de setembro de 2026. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

Outras espécies do grupo Brasileiros