O tatu-canastra é o maior tatu vivo. A garra do terceiro dedo das mãos é desproporcionalmente grande e serve para rasgar cupinzeiros duros e escavar túneis extensos. A carapaça é formada por placas ósseas recobertas por queratina, articuladas em faixas que dão alguma flexibilidade ao corpo. Apesar do tamanho, o animal é discreto e raramente visto.
É noturno e solitário, e passa o dia dentro de tocas que cava no solo. Essas tocas viram recurso coletivo: depois de abandonadas, servem de abrigo, refúgio térmico e local de reprodução para lagartos, roedores, cobras, aves e até mamíferos maiores. Por esse motivo a espécie costuma ser tratada como engenheira de ecossistema.
Como se alimenta principalmente de cupins, o tatu-canastra ajuda a regular colônias em pastagens e áreas abertas. A dependência de solo escavável, de cupinzeiros abundantes e de território amplo faz com que a espécie desapareça cedo em regiões muito convertidas. Registros costumam vir de armadilhas fotográficas, já que encontros diretos são raros.